sexta-feira, 4 de março de 2011

As Meninas do Conto estão de volta com Pedro Palerma, agora no teatro Alfa

ESTRÉIA DIA 12 DE MARÇO

SÁBADOS E DOMINGOS ÀS 16H

QUEM AINDA NÃO VIU, TEM QUE VER!

Em comemoração aos seus 15 anos de existência, o grupo Meninas do Conto reuniu contos dos Irmãos Grimm, Luis da Câmara Cascudo, Charles Perrault e Hans Christian Andersen. O espetáculo privilegia a narração de histórias explorando seus desdobramentos no teatro com adereços, bonecos, músicas e interação com o público.
Uma grande brincadeira vai começar!!! Aqui tem espaço para tudo, basta querer imaginar... duendes, fadas, princesas, gente da água, macaco correndo pra cá e pra lá, também não vai faltar risadas, surpresas e até um friozinho na barriga.
O Sapateiro e os Duendes (Irmãos Grimm), Mãe D´água e O Macaco perdeu a banana (Luis da Câmara Cascudo) As Fadas (Charles Perrault) e P edro Palerma (Hans Christian Andersen), são os contos que fazem parte da peça.
No espetáculo PEDRO PALERMA E OUTRAS HISTÓRIAS privilegiamos a arte dos contadores de histórias onde as atrizes se revezam entre a narração e os personagens que cada conto apresenta, utilizando adereços e figurinos. As músicas foram especialmente compostas para o espetáculo e são interpretadas ao vivo pela percussionista e as atrizes.
Endereço:R. Bento Branco de Andrade Filho, nº 722, Santo Amaro.
Altura do nº 18.591 da Avenida das Nações Unidas.
O Teatro Alfa localiza-se anexo ao Hotel Transamérica
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Maiores informações:

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Carnaleitura

Estava fazendo o planejamento no início do ano, quando uma palavra veio à tona: CARNALEITURA. Não pensei duas vezes e fui correndo para a internet fazer uma pesquisa, tentando descobrir o que o Carnaval poderia ter em comum com a leitura. Eis que encontrei várias escolas de samba que homenagearam vários escritores, a literatura, sempre em destaque o livro, a leitura e até a Biblioteca de Alexandria. No mesmo instante fiz uma busca do samba enredo de cada uma e veio a surpresa: só incentivo à leitura. O ano passado foi o boom na avenida: quatro escolas de samba destacaram a importância da leitura. Que festa! Não deu outra e não poderia passar deste ano: separei todos os livros de Carnaval e festas populares, e é claro que não poderia faltar a decoração (fantasias, serpentinas e máscaras). Quer saber um pouco da pesquisa, veja abaixo:


A escola de samba Acadêmica de Cubango no Carnaval carioca de 2006 visou demonstrar à importância do LIVRO, do hábito a leitura, e o quão importante ele é no desenvolvimento do conhecimento humano e dos registros históricos dessa evolução. Visou também incentivar a leitura em todos os níveis da população.
Dedicado a todo o povo brasileiro, tendo em vista serem as escolas de samba do carnaval carioca um dos maiores veículos de divulgação cultural do país, tão carente do culto à leitura e de valorização ao LIVRO.
Ofereceu ao público o resgate histórico do surgimento do LIVRO e da importância da leitura, através dos tempos.
Objetivo Geral - divulgar a história da criação e evolução nos tempos do LIVRO, através da literatura em toda sua amplitude, demonstrando a importância da leitura para todos os povos.
Objetivos específicos - Criar a discussão nacional das vantagens da leitura, enquanto fonte de conhecimento, lazer, registros, educação e desenvolvimento da cidadania.


O desfile da escola de samba Salgueiro (2010) fez uma homenagem à leitura e à literatura. Fizeram referência aos mais importantes clássicos e também à literatura infantil.
O tema, Histórias sem fim, teve como  refrão principal “Uma história de amor/Sem ponto final/Academia do Samba é Salgueiro/No livro do meu carnaval”, a letra do samba não se refere a autores ou estilos literários específicos ou à história da literatura. A força da letra ressaltou o prazer da leitura, o faz de conta, a imaginação: abrangendo todo e qualquer leitor que, apaixonadamente, aventura-se no mundo dos livros. O desfile foi pautado em obras populares de ficção científica e fantasia e, em parceira com a Ediouro, a escola distribuiu 50 mil livretos sobre o enredo nos camarotes e arquibancadas explicando cada ala do desfile.


ESCOLA DE SAMBA CARIOCA
UNIDOS DA TIJUCA 2010

Um dos carros alegóricos mais destacados foi o carro abre-alas que representou o incêndio da Biblioteca de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
A proposta do carro é que diversas portas e gavetas abram e fechem, além de livros, pergaminhos, mapas. O destaque do carro não foi o movimento feito por foliões, mas sim uma iluminação especial.
Foram oito meses de pesquisa e testes. Ventiladores fitas luzes e muita fumaça deram a ilusão de que o abre-alas estava em chamas.
Com o samba enredo “É Segredo!” levou para a Sapucaí os mistérios da humanidade.
FONTE: ESTUDOLITERARIO.BLOGSPOT.COM












Sítio do Picapau Amarelo em Mairiporã

Para quem é fã da turma do Sítio do Picapau Amarelo, aí vai uma dica super legal: o espaço temático em Mairiporã. Mais informações clique abaixo: http://www.sitiodopicapaumairipora.com.br/

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

No silêncio da leitura

O jacará, Cajaré
Veja bem, mas quem diria?
Descobriu que o poeta
Lendo alguma poesia.

Maritaca xexelenta
Prova um milho imaginário:
Espaventa a xexelência
Debulhando o dicionário.

A Pintada toda-toda
Lia limpando o bigode:
Com a força dessas palavras
Nem a minha pinta pode...

Tamanduábracadabra
Deixou daquela ingresia.
Abraçando a enciclopédia,
Biquetava a geografia.

Raposa reparadeira
Pára e brinca com a meleca.
E se alguém cobrasse ingresso
Para entrar na biblioteca?...

O sapo só lê pulando.
Cada pulo é uma vitória!
Pula de um livro pra outro
Na prateleira da história.

A floresta mergulhava
No silêncio da leitura
Quando um big tremelique
Sacudiu a Saracura...

(Retirado do livro: Ofinas de Recreio - Denise Soares Oliveira)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Concurso Literário - Ecofuturo

Atenção alunos, professores, educadores sociais e profissionais de biblioteca!

Participem do 7º concurso Ler é preciso da Ecofuturo.

Entrem no site www.ecofuturo.org.br/concursocultural para saber todos os detalhes.

Não percam e boa sorte!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como entrei no mundo da contação de histórias

Sempre me interessei por livros, aos 13 anos foi uma febre, adorava ler coleções. Mas a contação de histórias só ficou nos relatos familiares. Somente quando comecei a trabalhar em escolas, fui aprendendo e me interessei mais. Quando dei aula para Educação Infantil me surpreendi contando histórias. Era uma coisa mágica que encantava qualquer criança e até os adultos. Nunca tinha pensado em só fazer aquilo, por mais que eu gostasse dos livros, eu sentia que o melhor naquele momento era dar aulas. Gostava de cantar músicas infantis junto com as crianças e também de brincar. Era uma diversão, nunca pensei que trabalhar com as crianças fosse tão bom, me apaixonava cada vez mais. Aí, um dia tudo mudou: fui chamada para trabalhar numa biblioteca de um colégio como auxiliar, tendo como função principal: contadora de histórias. Nossa, foi um reviravolta em minha vida, ou era pegar ou largar, e eu decidi arriscar. Não sabia nada de técnicas, muito menos de lidar com um trabalho, como se fosse um espetáculo. Tudo era esquisito porque era uma grande novidade. Sem experiência, fui procurar alguns cursos de contação de histórias, dobraduras, música e até de confecção de fantoches. Nada tão específico, só por curiosidade, para saber o que eu poderia fazer neste novo emprego. Eu não ficaria o tempo todo contando histórias, e sim, participando de todas as atividades de pesquisa na biblioteca também. Logo quando entrei neste serviço, tive a oportunidade de ouvir várias histórias contadas pela professora que eu ficaria no seu lugar. Ela me passou em três dias as suas experiências, as funções que eu iria exercer naquele serviço. Tudo muito resumidamente e para mim um mistério que parecia não ter fim. Ao mesmo tempo em que eu pensava que seria fácil demais, tinha um terrível medo de não ser nada do que eu estava pensando. Eu não parava de imaginar o que seria este trabalho que o incentivo à leitura era através de uma narração.  Tinha medo do novo público, que eu também não tinha experiência: a turma do ensino fundamental I (3º ao 5º ano), alunos de 8 a 10 anos. Nossa, que desafio eu teria pela frente! Percebi que não seria a mesma contação da minha experiência anterior com as crianças menores, que tem puramente a fantasia. O tom do contar história não poderia ser a mesma coisa de antes. Pelo que tinha percebido, eles não gostavam muito de vozes muito infantilizadas, era um pouco mais sério. Brincadeiras nem pensar, não daria tempo, pois em 50 minutos de aula eu teria que emprestar os livros e contar uma história. Como fazer, o que, por quê? Por onde começar?  Comecei a ler os livros, conhecer as histórias e aquele despertar para a contação de histórias começou a aparecer. Pensei em desistir, mas só ficou no pensamento. As histórias teriam que ser diferentes também: não dava para contar Branca de neve, algum outro conto de fadas, pois para esta idade com certeza eles já conheciam a história e não teria graça nenhuma escutar uma história repetida. Foi então que pensei: uma história bacana com um tema interessante, qual seria? Busquei mais livros e eis que brilhou o título “O segredo da amizade”. Isso mesmo, começar com um tema que seria o início de tudo: amizade. Ótimo tema para início de ano, professora nova, amigos novos. E o mais importante: como selar uma confiança dos alunos comigo, para que eles me dêem uma chance de me conhecer, de me respeitar, de saber como sou, o que sou, do meu trabalho, da minha paixão em dar aulas, das minhas intenções enquanto professora de biblioteca naquela instituição. Era assim que eles iriam me chamar: professora de biblioteca.
O marco da contação de histórias na minha vida estava se iniciando de uma forma tão bela, única, misteriosa, verdadeira. Fui estudar aquela história sobre a amizade, e que bela mensagem. Quando terminei de ler, fiquei tão emocionada e ao mesmo tempo mil ideias brotaram nos meus pensamentos: o que usar para contar esta história? Que tipo de objeto envolveria ainda mais os alunos? Que magia eu levaria para eles? Como tiraria eles daquela rotina escolar, levando-os a um lugar desconhecido de cada ser? Colocaria alguma música, poesia, vídeo? Poderia me vestir com alguma fantasia? Faria cartazes, faixas para destacar algo importante da história? Os alunos participariam em algum momento?
Estudar a história, mais uma etapa. Se eu chegasse à sala e fosse ler o livro, seria a mesma coisa que a professora da sala de aula faz, e aí qual a diferença desta tal professora de biblioteca? Certamente nenhuma. Só mudaria o espaço e a professora, mas a história contada seria a mesma. Pensava: “se eu soubesse da história e usasse alguns apetrechos, o encantamento seria outro e os alunos se surpreenderiam falando: ‘nossa ela sabe desta história, a mesma do livro’.” Outra pergunta surgiu: usar ou não o livro para mostrar as imagens? Decidi que nesta história não porque era o meu primeiro contato com os alunos. Preparei uns fantoches de palito com os personagens, um esborrifador para jogar água como se fosse uma garoa (faz parte da história), preparei as cadeiras em círculos para que todos pudessem me ver, fiz uns cartazes falando sobre a importância da amizade.
Cada vez que se aproximava o dia da contação mais perguntas vinham à tona, deixando meus pensamentos borbulharem com várias ideias. Será preciso falar alguma coisa depois da contação? Deixo um tempo para que os alunos comentem, deem sua opinião se gostaram ou não, ou será melhor não deixar porque senão podem querer escolher somente o que eles gostam e querem, fugindo dos objetivos da aula.
Pronto, agora era só levar para a prática e ver se daria certo ou não. No dia mais esperado, um turbilhão de sentimentos foi explodindo a cada momento, mas tudo deu certo. Tive confiança em tudo o que havia preparado antes, estava segura o suficiente para não demonstrar nenhum medo e apresentar o meu trabalho com qualidade. Claro que alguns detalhes foram esquecidos, mas nada que atrapalhasse a contação a ponto de eu ter que parar. E assim acontece com todas as histórias novas, até hoje. As perguntas são as mesmas, porém um pouco mais. E acho que isso acontece como se fosse um teste, uma preparação, para fazer cada vez melhor.
Neste universo de contação de histórias acredito que há uma mudança constante, principalmente devido as novas tecnologias e outra por essa nova geração que não sai tanto de casa, não brinca na rua, devido em grande parte da violência.
A meu ver, um grande boom dos contadores de histórias está acontecendo nesta década devido à importância da leitura. Hoje a variedade e a facilidade de aquisição de livros são imensas, só não busca quem não quer. Alguns lugares nem tanto, como o caso do Nordeste do Brasil, mas em sua maioria são projetos e mais projetos de incentivo à leitura. Percebo no meu trabalho o quanto os alunos pedem contação de histórias, mais que uma cantiga, e algumas vezes mais que brincadeiras.
Hoje me orgulho de participar do curso de pós-graduação em contação de histórias. Estou me aperfeiçoando mais e mais, e descobrindo coisas que nunca percebi, aquele olhar diferente. É maravilhoso e encantador. Conheci profissionais incríveis nesta área que me deram ainda mais motivação de continuar.