Atenção alunos, professores, educadores sociais e profissionais de biblioteca!
Participem do 7º concurso Ler é preciso da Ecofuturo.
Entrem no site www.ecofuturo.org.br/concursocultural para saber todos os detalhes.
Não percam e boa sorte!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Livros-objeto na Revista Língua Portuguesa
http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12236
Que tal um livro-ninho? E um livro-mapa? Confira estas novidades e muito mais na revista Língua Portuguesa deste mês.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Como entrei no mundo da contação de histórias
Sempre me interessei por livros, aos 13 anos foi uma febre, adorava ler coleções. Mas a contação de histórias só ficou nos relatos familiares. Somente quando comecei a trabalhar em escolas, fui aprendendo e me interessei mais. Quando dei aula para Educação Infantil me surpreendi contando histórias. Era uma coisa mágica que encantava qualquer criança e até os adultos. Nunca tinha pensado em só fazer aquilo, por mais que eu gostasse dos livros, eu sentia que o melhor naquele momento era dar aulas. Gostava de cantar músicas infantis junto com as crianças e também de brincar. Era uma diversão, nunca pensei que trabalhar com as crianças fosse tão bom, me apaixonava cada vez mais. Aí, um dia tudo mudou: fui chamada para trabalhar numa biblioteca de um colégio como auxiliar, tendo como função principal: contadora de histórias. Nossa, foi um reviravolta em minha vida, ou era pegar ou largar, e eu decidi arriscar. Não sabia nada de técnicas, muito menos de lidar com um trabalho, como se fosse um espetáculo. Tudo era esquisito porque era uma grande novidade. Sem experiência, fui procurar alguns cursos de contação de histórias, dobraduras, música e até de confecção de fantoches. Nada tão específico, só por curiosidade, para saber o que eu poderia fazer neste novo emprego. Eu não ficaria o tempo todo contando histórias, e sim, participando de todas as atividades de pesquisa na biblioteca também. Logo quando entrei neste serviço, tive a oportunidade de ouvir várias histórias contadas pela professora que eu ficaria no seu lugar. Ela me passou em três dias as suas experiências, as funções que eu iria exercer naquele serviço. Tudo muito resumidamente e para mim um mistério que parecia não ter fim. Ao mesmo tempo em que eu pensava que seria fácil demais, tinha um terrível medo de não ser nada do que eu estava pensando. Eu não parava de imaginar o que seria este trabalho que o incentivo à leitura era através de uma narração. Tinha medo do novo público, que eu também não tinha experiência: a turma do ensino fundamental I (3º ao 5º ano), alunos de 8 a 10 anos. Nossa, que desafio eu teria pela frente! Percebi que não seria a mesma contação da minha experiência anterior com as crianças menores, que tem puramente a fantasia. O tom do contar história não poderia ser a mesma coisa de antes. Pelo que tinha percebido, eles não gostavam muito de vozes muito infantilizadas, era um pouco mais sério. Brincadeiras nem pensar, não daria tempo, pois em 50 minutos de aula eu teria que emprestar os livros e contar uma história. Como fazer, o que, por quê? Por onde começar? Comecei a ler os livros, conhecer as histórias e aquele despertar para a contação de histórias começou a aparecer. Pensei em desistir, mas só ficou no pensamento. As histórias teriam que ser diferentes também: não dava para contar Branca de neve, algum outro conto de fadas, pois para esta idade com certeza eles já conheciam a história e não teria graça nenhuma escutar uma história repetida. Foi então que pensei: uma história bacana com um tema interessante, qual seria? Busquei mais livros e eis que brilhou o título “O segredo da amizade”. Isso mesmo, começar com um tema que seria o início de tudo: amizade. Ótimo tema para início de ano, professora nova, amigos novos. E o mais importante: como selar uma confiança dos alunos comigo, para que eles me dêem uma chance de me conhecer, de me respeitar, de saber como sou, o que sou, do meu trabalho, da minha paixão em dar aulas, das minhas intenções enquanto professora de biblioteca naquela instituição. Era assim que eles iriam me chamar: professora de biblioteca.
O marco da contação de histórias na minha vida estava se iniciando de uma forma tão bela, única, misteriosa, verdadeira. Fui estudar aquela história sobre a amizade, e que bela mensagem. Quando terminei de ler, fiquei tão emocionada e ao mesmo tempo mil ideias brotaram nos meus pensamentos: o que usar para contar esta história? Que tipo de objeto envolveria ainda mais os alunos? Que magia eu levaria para eles? Como tiraria eles daquela rotina escolar, levando-os a um lugar desconhecido de cada ser? Colocaria alguma música, poesia, vídeo? Poderia me vestir com alguma fantasia? Faria cartazes, faixas para destacar algo importante da história? Os alunos participariam em algum momento?
Estudar a história, mais uma etapa. Se eu chegasse à sala e fosse ler o livro, seria a mesma coisa que a professora da sala de aula faz, e aí qual a diferença desta tal professora de biblioteca? Certamente nenhuma. Só mudaria o espaço e a professora, mas a história contada seria a mesma. Pensava: “se eu soubesse da história e usasse alguns apetrechos, o encantamento seria outro e os alunos se surpreenderiam falando: ‘nossa ela sabe desta história, a mesma do livro’.” Outra pergunta surgiu: usar ou não o livro para mostrar as imagens? Decidi que nesta história não porque era o meu primeiro contato com os alunos. Preparei uns fantoches de palito com os personagens, um esborrifador para jogar água como se fosse uma garoa (faz parte da história), preparei as cadeiras em círculos para que todos pudessem me ver, fiz uns cartazes falando sobre a importância da amizade.
Cada vez que se aproximava o dia da contação mais perguntas vinham à tona, deixando meus pensamentos borbulharem com várias ideias. Será preciso falar alguma coisa depois da contação? Deixo um tempo para que os alunos comentem, deem sua opinião se gostaram ou não, ou será melhor não deixar porque senão podem querer escolher somente o que eles gostam e querem, fugindo dos objetivos da aula.
Pronto, agora era só levar para a prática e ver se daria certo ou não. No dia mais esperado, um turbilhão de sentimentos foi explodindo a cada momento, mas tudo deu certo. Tive confiança em tudo o que havia preparado antes, estava segura o suficiente para não demonstrar nenhum medo e apresentar o meu trabalho com qualidade. Claro que alguns detalhes foram esquecidos, mas nada que atrapalhasse a contação a ponto de eu ter que parar. E assim acontece com todas as histórias novas, até hoje. As perguntas são as mesmas, porém um pouco mais. E acho que isso acontece como se fosse um teste, uma preparação, para fazer cada vez melhor.
Neste universo de contação de histórias acredito que há uma mudança constante, principalmente devido as novas tecnologias e outra por essa nova geração que não sai tanto de casa, não brinca na rua, devido em grande parte da violência.
A meu ver, um grande boom dos contadores de histórias está acontecendo nesta década devido à importância da leitura. Hoje a variedade e a facilidade de aquisição de livros são imensas, só não busca quem não quer. Alguns lugares nem tanto, como o caso do Nordeste do Brasil, mas em sua maioria são projetos e mais projetos de incentivo à leitura. Percebo no meu trabalho o quanto os alunos pedem contação de histórias, mais que uma cantiga, e algumas vezes mais que brincadeiras.
Hoje me orgulho de participar do curso de pós-graduação em contação de histórias. Estou me aperfeiçoando mais e mais, e descobrindo coisas que nunca percebi, aquele olhar diferente. É maravilhoso e encantador. Conheci profissionais incríveis nesta área que me deram ainda mais motivação de continuar.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Recordando 2010: ENCONTRO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS - BOCA DO CÉU
Sábado (15/05) das 10h às 12h
Contadores brasileiros Causos de vida 2
Da direita para a esquerda
- Regina Machado (SP)
- Gilka Girardello
- Lenice Gomes
- Gislayne Matos
Nícia Grillo
Arte-educadora com formação e experiência profissional multidisciplinar no Brasil e no exterior. Foi precursora do Movimento de Educação através da Arte e, desde 1980, vem desenvolvendo o projeto “Aprendendo com Histórias: o processo criativo na arte de contar histórias”. Desde 1995 coordena este trabalho através da Associarte – Associação Artesanal de Trabalho Educativo, e da Escola de Arte Granada, localizada em São Pedro da Serra (RJ).
Lena das dobraduras
Giba Pedroza
Contador de histórias, escritor e pesquisador da tradição oral e cultura infantil há vinte anos, realiza cursos e oficinas para professores e público diverso em escolas e instituições, acreditando sempre no papel transformador e revolucionário das histórias e das atividades lúdicas. Nos últimos anos, tem voltado seu trabalho para a pesquisa e valorização da cultura popular, do imaginário infantil e da memória afetiva e cultural, como instrumentos de aprendizado social, cultural e educacional, desenvolvendo rodas de histórias e oficinas sobre o assunto para educadores e crianças.
Conheçam o vídeo para saber um pouco mais o que é e como foi acessando o site http://www.bocadoceu.com.br/
Participei:
4ª feira (12/05) às 19h
Hassane Kouyaté e Robert Seven Crows
Abertura: Paulo Freire
Sábado (15/05) às 17h
Café com Queijo - Espetáculo teatral do Grupo LUME de Campinas.
Conversas e histórias, entremeadas por canções e versos, compartilham com o público vozes e vidas resgatadas da clandestinidade em suas andanças pelo interior do Brasil. No aconchego de uma colcha de retalhos, fala-se um pouco de tudo: de curas para males de saúde e do coração, das artes da conquista, de comida, festa, morte, trabalho, solidão, aculturação.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bares-Biblioteca + blog Biblioteclando
Lendo a revista Super Interessante desse mês (fev/2011) me deparei com um artigo curioso que está virando uma tendência em Los Angeles: é o bar biblioteca. Como assim? É a combinação para quem gosta de beber e ler um bom livro. Vejam as fotos no www.thewellesbourne.com/photos/
Outra novidade é o blog http://biblioteclandoblog.blogspot.com/ Achei super interessante as bibliocoisas, os bibliotrecos e a bibliodiversão, e muito mais. Deem uma olhada, é bacana.
Outra novidade é o blog http://biblioteclandoblog.blogspot.com/ Achei super interessante as bibliocoisas, os bibliotrecos e a bibliodiversão, e muito mais. Deem uma olhada, é bacana.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Leia sempre
Ler livros traz uma dupla satisfação: a pessoa se distrai e se beneficia do que aprende. Além disso, exercita o cérebro e acumula sabedoria, o que a deixa feliz.
O que você preferiria ser, uma pessoa que não sabe o que fazer com seu tempo livre ou uma pessoa que deseja ter tempo livre para mergulhar na leitura de um livro empolgante?
Uma pessoa que se aborrece numa sala de espera ou uma pessoa que nem sente o tempo passar porque está entretida com um livro fascinante?
Uma pessoa que só entra em contato com pessoas e idéias medíocres ou uma pessoa que convive com o que as maiores mentes humanas e os mais brilhantes talentos produziram?
Uma pessoa que só ouve historinhas repetitivas de personagens desinteressantes ou uma pessoa que tem acesso a enredos fantásticos e excitantes de autores excepcionais?
Uma pessoa que engole passivamente comerciais e programas de televisão de baixa qualidade ou uma pessoa que cria em sua mente imagens magníficas a partir da leitura de uma obra clássica?
Ler ocupa os pensamentos. A leitura, ao exercitar a imaginação e produzir momentos de deleite, pode contribuir poderosamente para a felicidade. Os leitores regulares têm uma probabilidade aproximadamente de expressar uma satisfação diária.
Scope, 1999
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
33 maneiras de incentivar o amor pelo livro
O texto é de Jonas Ribeiro, escritor.
1. Presentear bebês com livros de pano e livros de borracha.
2. Em vez de roupas e brinquedos, presentear as crianças com livros.
3. Ler para os filhos na hora de dormir.
4. Escurecer a sala de aula e ler com velas acesas ou uma lanerna ligada.
5. Comprar gibis para os sobrinhos.
6. Ler uma poesia para quem a gente ama.
7. Dar um guia de viagem para quem fará uma viagem…
8. Quando o professor estiver lendo algum livro, levá-lo consigo.
9. Emprestar livros.
10. Convidar escritores, ilustradores e editores para visitar a escola.
11. Frequentar bibliotecas e livrarias.
12. Nada mais bonito do que a escola presentear os seus professores com livros.
13. Tratar os divulgadores a pão-de-ló. São eles que levam os lançamentos para as escolas.
14. Estimular as pessoas a continuarem os seus estudos.
15. Ensinar um adulto a ler. Nem sempre alfabetizar significa formar leitores. A leitura está associada ao amor pelas palavras, pela linguagem, pela vida.
16. Assinar revistas e jornais de nosso interesse. A! E renovar a assinatura!
17. Antes de começar a aula, escrever na lousa algum pensamento de um filósofo, alguns versos ou um haicai (poema de origem japonesa).
18. Contar para o outro a história de um livro que a gente gostou demais.
19. Fazer uma peça de teatro a partir de um livro.
20. Ler a biografia de alguém que a gente admira.
21. Colocar livros e revistas no banheiro…
22. Livros de piadas servem para a família inteira.
23. Ler o próprio coração e o silêncio. E se essa leitura for na praia, melhor ainda. É a gente lendo a gente.
24. Cantar com as letras das músicas nas mãos.
25. Colecionar os catálogos das editoras para entender o perfil de cada uma.
26. E também colecionar selos e figurinhas.
27. Fazer uma serenata e trazer o romance para a vida real.
28. Ler a cidade, ler um amigo, ler um animal de estimação, ler a chuva caindo, ler o jardim e ler as estrelas.
29. Aproveitar para ler na fila do banco, ônibus, no metrô e no consultório do dentista e da médica que atrasam demais.
30. Podemos enviar e-mails sugerindo bons livros.
31. Quem cozinha adora livros de receitas.
32. Estudar uma outra língua é ler um outro país, uma outra cultura.
33. Abraçar um livro quando acabamos a leitura. O outro ficará extremamente curioso para saber por que motivo abraçamos o livro, o que ele tem de tão bom assim a ponto de merecer o nosso abraço.
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